Máscaras NO chão ou máscaras COMO chão ?

Alternativas ecológicas para reciclar máscaras descartáveis que surgem por todo o mundo.



Já desde o início da pandemia na qual vivemos, o meio ambiente tem sentido as consequências do confinamento geral. É certo que a poluição atmosférica diminuiu consideravelmente, bem como o buraco na camada do ozono, resultado da diminuição do trabalho industrial e da circulação automóvel. Quando se fala de lixo não se pode afirmar o mesmo.


O uso de materiais descartáveis no combate à covid-19, como luvas de borracha e máscaras higiénicas, levou à crença de que “descartável” é sinónimo de passível de largar em praça pública, onde for mais conveniente para o indivíduo: ruas, parques, oceanos, etc.

Mesmo existindo máscaras de variados tecidos comprovadas como eficazes, as descartáveis, compostas por fibras sintéticas plásticas de utilização única e não biodegradáveis, parecem ser as mais eleitas pela população. Ao fim de quase um ano de crise pandémica, em vários pontos do mundo, aparecem iniciativas para reutilizar as máscaras descartáveis.


Na RMIT University (Melbourne, Austrália), a comunidade científica tem vindo a desenvolver um projeto inovador: após inúmeras pesquisas e testes concluíram que estas mesmas fibras plásticas que compõem o material das máscaras descartáveis, podem ser reutilizadas na produção de asfalto para as estradas. A sua resistência combinada com fatores como a flexibilidade e força dos materiais já existentes na mistura tradicional levam à melhoria da qualidade dos alcatrões, conduzem a uma maior segurança rodoviária, que é benéfica para todos e, além disso, diminuem dos custos de produção.

As máscaras que são abandonadas nas estradas podem ajudar a aumentar a segurança nas mesmas sendo reutilizadas na produção de um material mais resistente, criando uma solução económica circular sustentável de combate à poluição.

Os professores e engenheiros responsáveis pelo projeto acreditam estar também a abrir portas a novas descobertas e modos de utilização deste material, como é o caso da criação e produção de combustíveis verdes.


Projetos ecológicos como este têm surgido por todo o mundo: a ideia de transformar o descartável em duradouro e útil tornou-se um conceito internacional. Não é esta, em sentido nenhum, uma razão para encorajar os cidadãos a descartar máscaras nos espaços públicos, mas apenas uma solução para remediar o efeito da inconsciência no que toca a ecologia e sustentabilidade do nosso planeta, uma nova esperança.


Dr. Binish Desai, também conhecido como “The Recycle Man”, conduz um projeto na Índia, seu país natal, que visa a reutilização de máscaras no processo produtivo de tijolos mais duradouros, maiores, mais económicos e sustentáveis. Estes foram já utilizados na construção de escolas, edifícios de escritórios e habitações.


A inovação no âmbito deste tema na Coreia do Sul cai sobre o estudante de design mobiliário Kim Ha-neul e a sua produção de bancos coloridos. Já o Japão leva a cabo uma investigação sobre a produção de filtros para máscaras a partir de resíduos plásticos através de um processo de centrifugação.


As questões ecológicas estão a ganhar terreno nas preocupações das populações, cada vez existe maior planeamento tendo em conta o futuro do planeta Terra e do ser humano. Cabe-nos a nós enquanto jovens ativistas conhecer as alternativas sustentáveis e projetos desenvolvidos pelas mentes brilhantes espalhadas pelo mundo.


Artigo escrito por Teresa Aguiar

Fontes :

https://recyclinginternational.com/corona-virus/getting-masks-off-the-streets-and-into-the-recycling-hub/32360/

https://www.createdigital.org.au/covid-19-masks-road-materials/




84 views1 comment

Recent Posts

See All

Água