O Futuro do planeta depende do Homem (e da Mulher)

4 Mulheres que fazem história na defesa ambiental


Cada vez mais o número de mulheres em posições de liderança tem vindo a aumentar, mas as suas contribuições passam ainda muito despercebidas e não têm o devido reconhecimento. Isto não acontece somente em empresas tradicionais, mas também em ONG e movimentos de defesa ambiental. Inúmeros desafios são enfrentados diariamente por mulheres que pretendem mudar o mundo e, através da determinação e habilidade, triunfar. O seu trabalho serve de inspiração para muita gente e no projeto Ecodrop não somos alheios a estes exemplos.



OSVALINDA PEREIRA

“Eu trabalho em benefício da comunidade. Já lutei muito para conseguir um manejo florestal familiar e sustentável, que faça desta floresta um bem para todos.”

O Brasil foi um dos países a assinar o Acordo de Paris sobre as Mudanças Climáticas e comprometeu-se a combater e eliminar o desmatamento ilegal na floresta amazónica até ao ano de 2030. No entanto, o governo tem tido bastantes dificuldades em implementar as novas medidas, falhando com os seus compromissos. E aqui entra a nossa galardoada: através da organização de um pequeno grupo de agricultores, pretendia reflorestar as áreas desmatadas e dedicar-se a desenvolver práticas agrícolas orgânicas sustentáveis. Mas as situações alteram-se e levada por uma imensidão de coragem e sentido de justiça, acaba por denunciar múltiplas empresas e pequenos empreendedores que desrespeitam os tratados ambientais e continuam a aproveitar-se da vastidão da área para enriquecer com o corte e venda de madeira.


Esta atitude tem-na colocado em sério perigo na medida em que as redes criminosas de tráfico de madeiras e animais exóticos empregam homens armados e determinados a proteger o negócio a todo o custo.


Apesar das várias ameaças de morte já recebidas, o seu trabalho não para e, por isso, apresentamos Osvalinda Pereira como um exemplo de coragem, resiliência e paixão pela natureza. O seu trabalho incessável para proteger a floresta amazónica e consequentemente preservar espécies e contribuir para a redução do aquecimento global é de louvar.



WANGARI MAATHAI

"You cannot protect the environment unless you empower people, you inform them, and you help them understand that these resources are their own, that they must protect them.”

Em 2004, Wangari Maathai, bióloga queniana, também conhecida como “A Mulher-Árvore”, recebeu o Prêmio Nobel da Paz pela sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz.


Este prémio, o primeiro para uma mulher africana, foi o ponto alto de uma trajetória que havia começado em 1977, aquando da fundação do Green Belt Movement, uma ONG ambiental que incentiva as comunidades, especialmente as mulheres, a conservar o meio ambiente e melhorar seus meios de subsistência. Foi fundado para atender às necessidades das mulheres rurais do Quênia que temiam a seca dos riachos e o consequente suprimento de alimento e lenha. O GBM incentivou as mulheres a trabalharem juntas para cultivar e plantar árvores para reter o solo, armazenar água da chuva, fornecer comida e lenha e receber uma pequena quantia em dinheiro pelo seu trabalho.

Wangari Maathai infelizmente faleceu em 2011 após uma luta prolongada contra o cancro mas deixa-nos um legado extenso e um exemplo de força e determinação.



VANDANA SHIVA

“In nature’s economy, the currency is not money – it is life.”

O seu trabalho na agricultura começou em 1984 após a violência em Punjab, conhecida como o Desastre de Bhopal. Os estudos que levou a cabo sobre o assunto para a ONU acabaram por conduzir à publicação do livro “A Violência da Revolução Verde”.


Vandana Shiva desempenha um papel importante no movimento ecofeminista global. De acordo com seu artigo de 2004 Empowering Women, Shiva sugere que uma abordagem mais sustentável e produtiva para a agricultura pode ser alcançada através do restabelecimento do sistema agrícola na Índia centrado no papel levado a cabo pelas mulheres. Daí surge a fundação de uma outra organização, "Women's Environment & Development Organization”.


Para além disso, é também ativista noutros campos como as mudanças climáticas, a desigualdade, a guerra e a fome.



GRETA THUNBERG

“We cannot solve a crisis without treating it as a crisis. And if solutions within the system are so impossible to find, then maybe we should change the system itself.”

A famosa ativista ambiental sueca de apenas 18 anos que já conta com duas nomeações para o Prémio Nobel da Paz ficou conhecida pelos protestos levados a cabo em frente ao edifício do Parlamento sueco em prol de medidas tomadas para mitigar as mudanças climáticas e pela liderança no movimento “Greve das Escolas pelo Clima”.


Milhões de estudantes por todo o mundo têm-se juntado ao movimento (agora conhecido como “Sextas para o Futuro”) e protestado pacificamente contra os governos e falta de ações tomadas em defesa do meio ambiente e proteção do planeta Terra.


Greta discursou na Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas em 2018 e no ano seguinte regressou aos Estados Unidos, desta vez de veleiro, de modo a não contribuir para a s emissões de carbono para a atmosfera, onde participou na Cimeira da Ação Climática da ONU e ganhou ainda mais popularidade após o famoso discurso intitulado pela imprensa de “How dare you!”.


As suas preocupações focam-se na emissão desmedida de carbono para a atmosfera e outros gases que contribuem para o efeito estufa e a falta de medidas tomadas para combater este atentado contra o planeta. Critica seriamente os governos pela falta de resposta e preocupação para com os jovens e o seu futuro.


Pede incessantemente a bancos, empresas e governos que parem de investir e subsidiar combustíveis fósseis e que redirecionem os fundos para as energias verdes e áreas de tecnologia sustentável, bem como pesquisa e reflorestação.



Todas estas mulheres, todos estes exemplos (e tantos outros) de vida, luta e resiliência levam-nos a pensar na nossa missão e no nosso papel aqui na Terra enquanto jovens. Não é só a nossa geração que precisa de salvar o planeta para um dia nele viver confortavelmente. Todas as gerações futuras estão a contar connosco para promover a sustentabilidade e durabilidade deste planeta ao qual chamamos “casa”.


Artigo escrito por Teresa Aguiar

Fontes:

https://www.bbc.com/news/world-europe-49918719

https://www.eli.org/vibrant-environment-blog/leadership-women-environmental-movement

https://www.fronteiras.com/conferencistas/vandana-shiva

http://www.greenbeltmovement.org/





49 views0 comments

Recent Posts

See All

Água